Por Ora ou Por Hora

POR ORA – POR HORA


POR ORA » equivale a por enquanto.

Exemplo:

Por ora, basta você no quarto.

POR HORA » corresponde a cada sessenta minutos.

O consultor cobra por hora R$200,00.

Há ou A

HÁ – A


HÁ » verbo haver, equivalente ao verbo fazer, indicando tempo decorrido.

Exemplos:

Roberto saiu trinta minutos. (faz)

Não vou à escola duas semanas. (faz)

A » preposição

Daqui a duas horas chegaremos.

Voltamos daqui a pouco.

Senão ou Se não

SENÃO – SE NÃO


SENÃO » equivale a:

Do contrário.

Exemplos:

Não venha aqui, senão vai se arrepender.

Compre agora, senão vai perder a promoção.

A não ser.

Exemplo:

Ele não faz outra coisa senão estudar.

Mas sim.

Exemplo:

Não tive a intenção de brigar, senão pedir desculpas.

SE NÃO » equivale a “caso não”.

Se não for atendido irei embora.

Esperarei por Roberto no saguão do aeroporto, se não vier irei embora.






........

Porque, Porquê, Por que e Por quê

PORQUE – PORQUÊ – POR QUE – POR QUÊ


PORQUE

É usado para introduzir uma explicação ou causa.

Explicação

Não vou sair à noite, porque a violência tomou conta da cidade.

Causa

Cheguei atrasado porque estava preso no trânsito.

PORQUÊ

Funciona como substantivo. Geralmente aparece precedido de artigo ou pronome.

Exemplo:

Não sei o porquê da revolta.

Ninguém me explicou o porquê desse aumento.

POR QUE

Tal forma pode ser:

Preposição por + que (advérbio interrogativo)

Preposição por + que (pronome relativo) – equivale a pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais.

Preposição por + que (conjunção subordinativa integrante)

Exemplos:

As cidades por que passamos têm paisagens belíssimas.

Por que você não atingiu a sua meta?

Não sei por que a meta deixou de ser atingida.

POR QUÊ

Essa forma é utilizada apenas no final de frases interrogativas.

Exemplos:

Roberta está chorando por quê?

Ela está chorando e ninguém sabe por quê.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


(PUC –SP) – “Ó mar! Por que não apagas
                   Coa esponja de tuas vagas
                   De teu manto este borrão?”

A palavra porque tem diferentes grafias, dependendo do sentido em que é empregada. No texto acima, ela aparece assim grafada: por que.

a) explique esse emprego.

Resposta – essa forma é empregada em frases interrogativas diretas e indiretas.

b) Preencha os espaços abaixo, grafando corretamente a referida palavra em cada um dos seguintes períodos:

I – Não sei o ... deste horror.
II – Ó mar! Não apagas este borrão, ...?
III – O poeta sente-se indignado ... a situação a que se refere é aviltante para o ser humano.

Resposta:

I – porquê. Nesse caso funciona como substantivo
II – por quê. Essa forma é utilizada apenas no final de frases interrogativas.
III – porque. Essa forma, geralmente, é usada em respostas funcionando como conjunção subordinativa causal ou coordenativa explicativa.

Exercícios Resolvidos - Parte 4

EXERCICIOS RESOLVIDOS


1 – (UFPR) – Observe a concordância verbal:

1 – Algum de vós conseguirei a bolsa de estudo?
2 – Sei que pelo menos um terço dos jogadores estavam dentro do campo naquela hora.
3 – Os Estados Unidos são um país muito rico.
4 – No relógio do Largo da Matriz bateu cinco horas: era o sinal esperado.

a) Somente a frase 1 está errada.
b) Somente a frase 2 está errada.
c) As frases 2 e 3 estão erradas.
d) As frases 1 e 4 estão erradas.
e) As frases 2 e 4 estão erradas.

Resposta: D

Quais de vós, quantos de nós, alguns de nós, etc. admitem as seguintes concordâncias: o verbo concorda com o pronome indefinido ou interrogativo, ficando na 3ª pessoa do plural ou concorda com o pronome pessoal. Porém, se o pronome estiver no singular o verbo ficará na 3ª pessoa do singular.

Na indicação de horas o verbo bater concorda com o número de horas, que normalmente é o sujeito. O verbo bater pode ter outra palavra como sujeito, com a qual deve concordar.

2 – (UEPG – PR) -  Assinale a alternativa incorreta, segundo a norma gramatical:

a) Os Estados Unidos, em 1941, declararam guerra à Alemanha.
b) Aqueles casais parecia viverem felizes.
c) Cancelamos o passeio, haja visto o mau tempo.
d) Mais de um dos candidatos se cumprimentaram.
e) Não tínhamos visto as crianças que faziam oito anos.

Resposta: C

Ocorrem as seguintes concordâncias: a expressão haja vista fica invariável quando equivalente a atente-se; por exemplo.

O verbo haver varia quando equivale a vejam-se.

3 – (UFCE) – Como a frase “fui eu quem fez o casamento”, também estão corretos os períodos abaixo:

1. Fui eu que fiz o casamento.
2. Foi eu quem fez o casamento.
4. Fui eu que fez o casamento.
8. Foste tu que fizeste o casamento.
16. Foste tu quem fez o casamento.
32. Fostes vós que fez o casamento.
64. Fostes vós quem fez o casamento.

Resposta: 89

Quando o sujeito for o pronome relativo QUEM o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o antecedente. Se o sujeito for o pronome relativo QUE o verbo concorda com o antecedente.

4 – (CESGRANRIO) – Há concordância inadequada em:

a) clima e terras desconhecidas.
b) clima e terra desconhecidos.
c) terras e clima desconhecidas.
d) terras e clima desconhecido.
e) terras e clima desconhecidos.

Resposta: C

O adjetivo posposto a dois ou mais substantivos há duas concordâncias:
O adjetivo concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Se os gêneros são diferentes, prevalece o masculino.

5 – (UEPG – PR) – Marque a frase absolutamente inaceitável, do ponto de vista da concordância nominal:

a) É necessária paciência.
b) Não é bonito ofendermos aos outros.
c) É bom bebermos cerveja.
d) Não é permitido presença de estranhos.
e) Água de Melissa é ótimo para os nervos.

Resposta: A

Há duas concordâncias para as expressões é bom, é necessário, etc.:
- fica invariável, portanto no masculino, se o sujeito não vem precedido de artigo ou outro elemento determinante. Se vier precedido de artigo ou elemento determinante concorda com o sujeito.

6 – (CESCEM – SP) – Já ... anos, ... neste local árvores e flores. Hoje, só ... ervas daninhas.

a) fazem/havia/existe
b) fazem/havia/existe
c) fazem/haviam/existem
d) faz/havia/existem
e) faz/havia/existe

Resposta: D

Haver/fazer são verbos impessoais. São empregados apenas na 3ª pessoa do singular. Haver (sentido de existir, ocorrer) e o verbo Fazer (na indicação de tempo). Existir é pessoal e concorda normalmente com o sujeito.

7 – (UFPR) – Qual a alternativa em que as formas dos verbos bater, consertar e haver nas frases abaixo, são usadas na concordância correta?

- As aulas começam quando ... oito horas.
- Nessa loja ... relógios de parede.
- Ontem ... ótimos programas na televisão.

a) batem – consertam-se – houve
b) bate – consertam-se – havia
c) bateram – conserta-se – houveram
d) batiam – conserta-se-ão – haverá
e) batem – consertarei – haviam

Resposta: A

Bater empregado com referência às horas concorda com o número de horas. Quando há sujeito, o verbo concorda com ele.

A partícula SE na segunda oração é apassivadora; concorda com o sujeito da oração.

O verbo haver, no sentido de existir, ocorrer, conjuga-se na 3ª pessoa do singular.

8 – (PUCCAMP – SP) – Se a altíssimo corresponde alto, a celebérrimo, libérrimo, crudelíssimo, humílimo, paupérrimo, respectivamente, há de corresponder:

a) célebre, líbero, cruel, úmido, pobre.
b) célebre, livre, cru, úmido, pobre.
c) célebre, livre, cruel, humilde, pau.
d) célebre, livre, cruel, humilde, pobre.
e) célebre, livre, cru, humilde, pobre.

Resposta: D

O superlativo absoluto expressa a qualidade de um ser, no seu grau mais elevado, sem comparação com outro ser. Nesta questão temos exemplos de superlativo absoluto sintético. É formado pelo radical do adjetivo + sufixo.

9 – (UFV-MG) – Em todos os itens o pronome SE é apassivador, EXCETO:

a) Sabe-se que ele é honesto.
b) Organizou-se, ontem, esta prova.
c) Não se deverá realizar mais a festa.
d) Nada mais se via.
e) Assistiu-se à cerimônia inteira.

Resposta: E

A oração E não pode ser passada para a voz passiva analítica, então, não pode ser pronome apassivador. O “SE” é índice de indeterminação do sujeito. Quem assistiu à cerimônia? Não sabemos quem é o sujeito.

10 – (PUCCAMP-SP) – “Nunca chegará ao fim, por mais depressa que ande”.

A oração destacada é:

a) Subordinada adverbial causal.
b) Subordinada adverbial concessiva.
c) Subordinada adverbial condicional.
d) Subordinada adverbial consecutiva.
e) Subordinada adverbial comparativa.

Resposta: B

A Oração subordinada adverbial concessiva indica uma concessão às ações do verbo da oração principal, isto é, há uma contradição ou um fato inesperado.

11 – (UFPR) – Julieta ficou à janela na esperança de que Romeu voltasse.

A oração em destaque é:

a) subordinada substantiva subjetiva.
b) subordinada substantiva completiva nominal.
c) subordinada substantiva predicativa.
d) subordinada adverbial causal.
e) subordinada adjetiva explicativa.

Resposta: B

A oração subordinada substantiva completiva nominal funciona como complemento nominal de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.





.....

Exercícios Resolvidos - Parte 3

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


1 – (STA. CASA – SP) – Em qual dos exemplos abaixo está presente um caso de derivação parassintética?

a) Lá vem ele, vitorioso do combate.
b) Ora, vá plantar batatas!
c) Começou o ataque.
d) Assustado, continuou a se distanciar do animal.
e) Não vou mais me entristecer, vou é cantar.

Resposta: E

A parassíntese é a junção simultânea de prefixo e sufixo à palavra primitiva.

Para verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada por derivação parassintética.

2 – (UFPR) – Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) palavra(s) destacada(s) é(são) formada(s) por parassíntese e some os valores.

1 – Lá vem ele, vitorioso do mergulho.
2 – Ora, vá plantar batatas!
4 – Assustado, continuou a se distanciar do animal.
8 – Não vou mais me entristecer, vou é cantar.
16 – Ele é um desalmado.
32 – Encontrou-a no corredor deitada.
64 – Infelizmente as coisas não saíram como supúnhamos.

Resposta: 24

Idem ao comentário da questão N.º.1

3 – Indique o período em que o SE funciona como sujeito:

a) Lutou-se bravamente.
b) Agitam-se as ondas do mar.
c) A moça sentiu-se desfalecer lentamente.
d) Sabe-se que hoje não mais choverá.
e) Esses homens se odeiam.

Resposta: C

A colocação do sujeito de um infinitivo na forma oblíqua, constitui este o objeto direto da oração finita.

4 – (UEPG – PR) – Classifique o SE na oração: “Ele queixou-se dos maus-tratos recebidos.”

a) Parte integrante do verbo.
b) Conjunção condicional.
c) Pronome apassivador. PA
d) Símbolo de indeterminação do sujeito. PIS
e) Conjunção integrante.

Resposta: A

Quando houver verbo pronominal essencial a partícula SE será parte integrante do verbo. O verbo pronominal é aquele que se conjuga, obrigatoriamente, com os pronomes oblíquos.

5 – (UFPR) – Qual é a função do SE em “Não sei se ela vem”?

a) conjunção subordinativa condicional.
b) conjunção subordinativa integrante.
c) partícula expletiva (de realce).
d) pronome pessoal.
e) conjunção subordinativa concessiva.

Resposta: B

A partícula SE será conjunção subordinativa integrante quando iniciar uma oração que completa o sentido de outra.

6 – No período “Avistou o pai, que caminhava para a lavoura”, a palavra “que” classifica-se morfologicamente como:

a) conjunção subordinativa integrante.
b) conjunção subordinativa final.
c) pronome relativo.
d) partícula expletiva.
e) conjunção subordinativa causal.

Resposta: C

A palavra QUE quando se relaciona com outro termo da frase, o seu antecedente, é chamado pronome relativo.

7 – (FAAP – SP) – Assinale a frase na qual o SE não é pronome apassivador e nem índice de indeterminação do sujeito:

a) Estudou-se este assunto.
b) Ela se suicidou ontem.
c) Falou-se muito sobre aquela festa.
d) Aos inimigos não se estima.
e) Fizeram-se reformas na casa.

Resposta: B

A partícula SE na oração do item B é um pronome reflexivo.

8 – (UNESP) – “Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição da família, célula da sociedade.” O trecho destacado é:

a) complemento nominal.
b) vocativo.
c) agente da passiva.
d) objeto direto.
e) aposto.

Resposta: E

O aposto é o termo que serve para explicar ou resumir um substantivo. Geralmente, vêm entre vírgulas, depois de uma vírgula, dois pontos ou travessão.

9 – (UEM – PR) – O Brasil jovem está curtindo o vestibular.

Os termos destacados, no período acima, são respectivamente:

a) adjunto adverbial e objeto direto.
b) predicativo do sujeito e objeto direto.
c) adjunto adnominal e complemento nominal.
d) adjunto adnominal e objeto direto.
e) adjunto adverbial e predicativo do sujeito.

Resposta: D

O adjunto adnominal é o termo com valor adjetivo que acompanha o núcleo substantivo de uma função sintática, delimitando ou especificando o significado deste substantivo. Já o objeto direto completa o sentido de um verbo transitivo direto.

10 – (UFSCAP – SP) – Ele gostava de vinhos bons. O termo destacado é:

a) objeto indireto.
b) predicativo do sujeito.
c) agente da passiva.
d) sujeito.

Resposta: A

O objeto indireto é o termo que completa o sentido do verbo transitivo indireto com o auxílio de preposição. Para descobrir o objeto indireto basta fazer uma pergunta ao verbo:

Ele gostava de quê? De vinhos bons.

11 – (FCHO – PE) – Observe:

1 – Alguns cidadãos ajudaram o governo a dissolver os males daquela cidade.
2 – Enquanto a gurizada soltava balãozinhos, os anciãos admiravam as nuvenzinhas.
3 – Os cirurgiões tiveram que seccionar os tórax dos animaizinhos.
4 – Através de fósseis, encontrados em regiões ocidentais, pesquisas arqueológicas confirmam a existência, no passado, de grandes reptis.

- Quanto à flexão de número, dentre os períodos acima, estão corretos:

a) Todos.
b) Nenhum.
c) 1ª, 3ª e 4ª
d) 1ª, 2ª e 4ª
e) 1ª, 2ª e 3ª

Resposta: C

Esta é uma questão que envolve flexão de número dos substantivos terminados em ÃO, IL, X e plural dos diminutivos.

Cidadão » plural cidadãos;
Mal » plural males;
Cirurgião » plural cirurgiões ou cirurgiães;
O tórax » plural os tórax;
Animalzinho » plural animaizinhos;
Fóssil » plural fósseis;
Réptil ou reptil » plural répteis ou reptis.

12 – (UMC/MOJI – SP) – Indique o vocábulo que muda de sentido no plural:

a) fóssil
b) féria
c) réptil
d) cânon
e) broto

Resposta: B

A palavra féria significa renda diária no plural – férias – significa descanso, repouso, ou seja, o período aquisitivo de descanso que o trabalhador tem direito.





...

Exercícios Resolvidos - Parte 2

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


1- Quanto ao gênero os adjetivos podem ser uniformes e biformes. Assinale a alternativa que apresenta adjetivos uniformes:

a) português, cristão.
b) feliz, espanhol.
c) ateu, judeu.
d) comum, feliz.
e) corajoso, brincalhão.

Resposta: D

Adjetivos uniformes são aqueles que possuem uma forma tanto para substantivos masculinos como para substantivos femininos.

2 – O plural dos adjetivos compostos está correto nas seguintes alternativas:

1 – Olhos castanho-claros
2 – Vestidos azuis-celestes
3 – Meninos surdos-mudos
4 – Ternos azul-marinho
5 – Camisas verde-musgo

a) 1,2,4,5.
b) 2,3,4,5.
c) 1,3,4,5.
d) apenas 3 e 4.
e) Todas estão corretas.

Resposta: C

Geralmente, flexionamos apenas o último elemento para se formar o plural dos adjetivos. Mas, existem as exceções: surdo-mudo – flexiona os dois elementos; azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis. Os adjetivos compostos que se referem a cores, quando o segundo elemento é um substantivo, são invariáveis.

3 – Assinale a alternativa que o adjetivo está flexionado no grau superlativo absoluto sintético:

a) O garoto é tão inteligente quanto sua irmã.
b) O aluno é o mais inteligente da sala.
c) A cerveja está geladíssima.
d) O político é muito influente.
e) O leite está melhor que o café.

Resposta: C

No grau superlativo absoluto sintético a qualidade do ser é intensificada através do acréscimo de sufixos.

4 – Marque a 2ª coluna de acordo com a 1ª coluna.

1) amargo                                   ( ) docílimo
2) semelhante                            ( ) simílimo
3) doce                                       ( ) amaríssimo
4) dócil                                        ( ) dulcíssimo
5) frágil                                       ( ) fragílimo

a) 4,2,1,3,5
b) 2,1,3,5,4
c) 4,2,3,1,5
d) 3,2,4,1,5
e) 1,5,3,4,2

Resposta: A

Tal questão prima pelo conhecimento de alguns superlativos absolutos sintéticos. Não há o que comentar, apenas saber que superlativo absoluto sintético é formado através do acréscimo de sufixo.

5 – Assinale a única alternativa que possui substantivo sobrecomum.

a) crocodilo
b) colega
c) cavalheiro
d) indivíduo
e) imperador

Resposta: D

Os substantivos sobrecomuns possuem um só gênero que indicam tanto seres do sexo masculino como do sexo feminino. Identificamos o sexo através do contexto.

6 – Marque a alternativa que possui apenas substantivos femininos:

a) formicida, conde, poeta.
b) cal, ênfase, guaraná.
c) matinê, apêndice, imperador.
d) barão, omoplata, caneta.
e) derme, gênese, alface.

Resposta: E

Essa questão também não há muito que comentar. Apenas com o exercício da leitura e consulta a bons dicionários é possível resolver facilmente a questão.

7 – Assinale a alternativa que o plural metafônico está incorreto:

a) fogo (ô), fogos (ó)
b) olho (ô), olhos (ó)
c) jogo (ô), jogos (ó)
d) esforço (ô), esforços (ô)
e) bolo (ô), bolos (ô)

Resposta: D

O plural metafônico consiste na mudança do o tônico fechado no singular para o o tônico aberto no plural.

8 – Assinale a alternativa que os substantivos estão flexionados no plural incorretamente:

a) más-línguas, bananas-maçã
b) cachorros-quentes, pombos-correio
c) grão-duques, tico-ticos
d) bananas-maçãs, altos-falantes
e) terças-feiras, pés-de-moleque

Resposta: D

Substantivos compostos separados por hífen fazem o plural variando os dois ou apenas um dos elementos. Na alternativa D a palavra banana-maçã varia apenas o primeiro elemento, pois o segundo elemento limita a idéia do primeiro; alto-falante varia apenas o segundo elemento porque o primeiro elemento é uma palavra invariável (advérbio).

9 – Amanhecer é formada pelo mesmo processo que:

a) infelizmente
b) pedrada
c) simbolismo
d) pernoitar
e) inútil

Resposta: D

Pernoitar é formada por derivação parassintética. É agregado simultaneamente um prefixo e um sufixo ao radical, tal que a palavra não existe só com prefixo ou só com sufixo.

10 – A palavra burocracia é formada por:

a) composição por justaposição
b) derivação regressiva
c) onomatopéia
d) hibridismo
e) nenhuma das alternativas

Resposta: D

A palavra burocracia é formada por hibridismo. Hibridismo é o processo pelo qual as palavras são formadas por elementos de línguas diferentes. Buro (francês) + cracia (grego).

11 – Na língua portuguesa é o elemento que contém o significado básico da palavra:

a) afixo
b) tema
c) radical
d) desinência
e) nenhuma das respostas

Resposta: C

Como já diz o próprio enunciado: radical é o elemento básico e significativo das palavras. A ele são acrescentados os outros elementos.

12 – Na frase: A fábrica contaminou o ar. O elemento destacado é:

a) complemento nominal
b) objeto direto
c) objeto direto preposicionado
d) objeto indireto
e) sujeito

Resposta: B

O elemento em destaque – o ar – é objeto direto e está completando o sentido do verbo transitivo direto contaminou.

13 – É chamado termo integrante da oração:

a) sujeito
b) predicado
c) objeto indireto
d) adjunto adnominal
e) aposto

Resposta: C

Os termos integrantes da oração completam o significado dos verbos e dos nomes. São termos integrantes da oração: complementos verbais (objeto direto e objeto indireto), complemento nominal e agente da passiva.

14 – A rainha era aclamada pela multidão.

a) objeto direto
b) objeto indireto
c) complemento nominal
d) sujeito
e) agente da passiva

Resposta: E

Agente da passiva é o complemento de um verbo na voz passiva. Corresponde ao sujeito da oração na voz ativa.

Findo mais uma série de exercícios resolvidos. Espero que os leitores gostem e aproveitem este tutorial como base de estudos.

Exercícios Resolvidos - Parte 1

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


1- (BANRISUL) – Assinale o único período em que a mesóclise é inadequada:

a) Nada contenta-lo-á enquanto não tiver a paz interior.
b) Dir-se-ia que pairava sobre nós uma divindade funesta.
c) Se mergulhares um pano vermelho neste rio, retira-lo-ás cheio de piranhas.
d) Sentir-me-ia mais aliviado, se conseguisse chorar um pouco.
e) Por este processo, chegar-se-ia a melhores resultados.

Resposta: A

A mesóclise só é usada quando o verbo está no futuro do presente ou futuro do pretérito, desde que não haja necessidade da próclise.

2 – (BANCO DO BRASIL) – Na ordem, preenchem corretamente as lacunas:

1. Justiça entre os homens é ...
2. É ... a entrada de pessoas estranhas.
3. A água gelada sempre é ...

a) necessário, proibida, gostosa.
b) necessária, proibida, gostoso.
c) necessário, proibida, gostoso.
d) necessária, proibido, gostoso.
e) necessário, proibido, gostosa.

Resposta: A

As expressões “é preciso, é necessário, é proibido” possuem duas construções:

- com sujeito sem elemento determinante, nesse caso são invariáveis;
- variáveis se houver elemento determinante.

Na primeira oração não há elemento determinante, logo, “é necessário” fica invariável.

Na segunda e terceira orações há elementos determinantes: ... a entrada ...; a água ... O elemento determinante na segunda e terceira orações é o artigo a. Nesse caso, há variação das palavras.

3 – (BANRISUL) – Assinale a opção em que a concordância nominal está incorreta:

a) As matas foram bastante danificadas pelo fogo.
b) Ele trazia muito bem tratados a barba e os cabelos.
c) O carro tinha um dos faróis queimados.
d) Há muitos anos que coleciono selos e moedas raras.
e) Nesta circunstância, Vossa Excelência está enganada, Doutor Juiz.

Resposta: E

Sendo o sujeito representado por um pronome de tratamento, a concordância se efetua com o sexo da pessoa a quem se refere. Logo, o correto é: Vossa Excelência está enganado...

4 – (UFRGS) – Prezado Dom Gaspar, ... V. Exa. Revma. que eu chame ... atenção para um fato que ... interessar.

a) permitais, vossa, vos deve.
b) permita, vossa, vos deve.
c) permita, sua, lhe deve.
d) permitais, vossa, lhe deve.
e) permiti, sua, vos deve.

Resposta: C

Os pronomes de tratamento são da 2ª pessoa, mas exigem que os demais pronomes e verbos sejam usados na 3ª pessoa.

5 – (UPF) – Assinale a melhor opção, considerando os períodos propostos.

Período n.º 1 – “Enquanto corria, um único pensamento: vou ser campeão da equipe.”

Período n.º 2 – “Negrinho do Pastoreio, o escravo humilde, que por humilde, foi louvado e é cantado eternamente.

- Os termos grafados, nos períodos 1 e 2, são respectivamente:

a) aposto, adjunto adverbial de modo.
b) aposto, adjunto adverbial de tempo.
c) objeto direto, agente da passiva.
d) sujeito, adjunto adnominal.
e) vocativo, sujeito.

Resposta: B

Aposto é o termo que explica outro termo da oração. Geralmente, é destacado por pausas, representadas por vírgulas dois pontos ou travessões.

O adjunto adverbial se refere a um verbo, adjetivo ou a outro advérbio, indicando-lhes uma circunstância. Nesse caso uma circunstância de tempo.

6 – (UERJ) – Assinale o par em que os vocábulos fazem o plural da mesma forma que a palavra cristão.

a) capelão, razão.
b) tabelião, vulcão.
c) grão, melão.
d) questão, irmão.
e) cidadão, bênção.

Resposta: E

Os substantivos terminados em –ão formam o plural com o acréscimo de –s, uns mudam –ão em –ões, outros trocam –ão por –ães e vários substantivos em –ão não encontraram uma forma definitiva para o plural.

Os substantivos cidadão, bênção e cristão fazem o plural apenas com o acréscimo de –s.

7 – (FMU) – Vai ... à carta minha fotografia. Essas pessoas cometeram um crime de ... patriotismo. Elas ... não quiseram colaborar.

a) incluso, leso, mesmo.
b) inclusa, leso, mesmas.
c) inclusa, lesa, mesmas.
d) incluso, lesa, mesmas.
e) incluso, lesa, mesmo.

Resposta: B

Incluso, leso, mesmo são palavras que concordam em gênero e número com o nome a que se referem. Logo, devem ser grafadas inclusa, leso e mesmas.

8 – (FMU) – Vão ... aos processos várias fotografias. Paisagens as mais belas ... Ela estava ... narcotizada.

a) anexas, possíveis, meio.
b) anexas, possível, meio.
c) anexo, possíveis, meia.
d) anexo, possível, meio.
e) anexo, possível, meia.

Resposta: A

A palavra anexo concorda com o nome a que se refere. Na oração concorda com fotografias. Logo, deve ser grafada anexa.

Possível pode aparecer invariável, quando usado em expressões superlativas com o artigo no singular. Caso o artigo apareça no plural será variável. Na oração possível sofre variação porque o artigo está no plural.

Meio pode aparecer como advérbio, nesse caso é invariável. Se for adjetivo ou numeral fracionário é variável. Na oração meio é advérbio.

9 – Assinale a alternativa incorreta:

a) Pio XII (décimo segundo)
b) João Paulo II (segundo)
c) página 21 (vinte e um)
d) XV salão do automóvel (décimo quinto)
e) capítulo XVI (dezesseis)

resposta: A

O numeral quando empregado para designar capítulos, papas, séculos, reis, etc. usam-se: 1 a 10 ordinal e de 11 em diante cardinal.

10 – Assinale a alternativa incorreta:

A ênclise ocorre:

a) Nas frases iniciadas por verbo desde que não esteja no tempo futuro.
b) Nas frases imperativas afirmativas.
c) Sempre que há palavras que atraiam o pronome para antes do verbo.
d) Nas orações reduzidas de gerúndio.
e) Nas orações reduzidas de infinitivo.

Resposta: C

Palavras que atraem o pronome para antes do verbo devemos usar a próclise.

11 – Quanto à concordância do particípio com o substantivo, assinale a alternativa incorreta:

a) Ninguém havia anotado as questões.
b) Terminadas as aulas, os alunos saíram.
c) Todos haviam anotados os números incorretamente.
d) Dado o sinal, os pilotos partiram.
e) Todas as alternativas estão corretas.

Resposta: C

O particípio não varia  quando forma o tempo composto. O correto é: Todos haviam anotado ...

12 – Assinale a alternativa que possui uma oração coordenada explicativa.

a) Não vou sair à noite, porque vou fazer uma prova importante amanhã.
b) Ora estudava matemática, ora estudava português.
c) Não só estudava como também ensinava.
d) Viajou para Londres, contudo não esquecia Recife.
e) Conseguimos bater a meta, portanto podemos comemorar.

Resposta: A

A oração coordenada explicativa expressa uma justificativa, contida numa outra oração coordenada.  A justificativa para não sair à noite é uma prova importante.

13 – Com relação ao emprego do verbo, assinale a alternativa incorreta.

a) o pretérito perfeito é usado para indicar um fato passado concluído.
b) o futuro do presente é usado para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado.
c) o modo subjuntivo expressa fatos duvidosos, hipotéticos, incertos.
d) o pretérito imperfeito, do modo subjuntivo, é usado em orações subordinadas substantivas e adjetivas.
e) o presente do indicativo é usado para enunciar um fato momentâneo, para expressar um fato que ocorre com freqüência.

Resposta: B

futuro do presente usado na indicação de um fato realizado num instante posterior ao que se fala. Para expressar um acontecimento posterior a um outro acontecimento passado empregamos o futuro do pretérito.

Interpretação de Textos

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS


Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis de leitura:

Informativa e de reconhecimento;

Interpretativa.

A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se preparando para a leitura interpretativa. Durante a interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; tente ligar uma palavra à idéia-central de cada parágrafo.

A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas e opções de respostas. Marque palavras com NÃO, EXCETO, RESPECTIVAMENTE, etc, pois fazem diferença na escolha adequada.

Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. Leia a frase anterior e posterior para ter idéia do sentido global proposto pelo autor.

ORGANIZAÇÃO DO TEXTO E IDÉIA CENTRAL


Um texto para ser compreendido deve apresentar idéias seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela idéia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão do texto.

Podemos desenvolver um parágrafo de várias formas:

Declaração inicial;

Definição;

Divisão;

Alusão histórica.

Serve para dividir o texto em pontos menores, tendo em vista os diversos enfoques. Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda.

Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico frasal, ou seja, a idéia central extraída de maneira clara e resumida.

Atentando-se para a idéia principal de cada parágrafo, asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do texto.

OS TIPOS DE TEXTO


Basicamente existem três tipos de texto:

Texto narrativo;

Texto descritivo;

Texto dissertativo.

Cada um desses textos possui características próprias de construção.

DESCRIÇÃO


Descrever é explicar com palavras o que se viu e se observou. A descrição é estática, sem movimento, desprovida de ação. Na descrição o ser, o objeto ou ambiente são importantes, ocupando lugar de destaque na frase o substantivo e o adjetivo.

O emissor capta e transmite a realidade através de seus sentidos, fazendo uso de recursos lingüísticos, tal que o receptor a identifique. A caracterização é indispensável, por isso existe uma grande quantidade de adjetivos no texto.

Há duas descrições:

Descrição denotativa

Descrição conotativa.

DESCRIÇÃO DENOTATIVA


Quando a linguagem representativa do objeto é objetiva, direta sem metáforas ou outras figuras literárias, chamamos de descrição denotativa. Na descrição denotativa as palavras são utilizadas no seu sentido real, único de acordo com a definição do dicionário.

Exemplo:

Saímos do campus universitário às 14 horas com destino ao agreste pernambucano. À esquerda fica a reitoria e alguns pontos comerciais. À direita o término da construção de um novo centro tecnológico. Seguiremos pela BR-232 onde encontraremos várias formas de relevo e vegetação.

No início da viagem observamos uma típica agricultura de subsistência bem à margem da BR-232. Isso provavelmente facilitará o transporte desse cultivo a um grande centro de distribuição de alimentos a CEAGEPE.

DESCRIÇÃO CONOTATIVA


Em tal descrição as palavras são tomadas em sentido figurado, ricas em polivalência.

Exemplo:

João estava tão gordo que as pernas da cadeira estavam bambas do peso que carregava. Era notório o sofrimento daquele pobre objeto.

Hoje o sol amanheceu sorridente; brilhava incansável, no céu alegre, leve e repleto de nuvens brancas. Os pássaros felizes cantarolavam pelo ar.

NARRAÇÃO


Narrar é falar sobre os fatos. É contar. Consiste na elaboração de um texto inserindo episódios, acontecimentos.

A narração  difere da descrição. A primeira é totalmente dinâmica, enquanto a segunda é estática e sem movimento. Os verbos são predominantes num texto narrativo.

O indispensável da ficção é a narrativa, respondendo os seus elementos a uma série de perguntas:

Quem participa nos acontecimentos? (personagens);

O que acontece? (enredo);

Onde e como acontece? (ambiente e situação dos fatos).

Fazemos um texto narrativo com base em alguns elementos:

O quê? - Fato narrado;

Quem? – personagem principal e o anti-herói;

Como? – o modo que os fatos aconteceram;

Quando? – o tempo dos acontecimentos;

Onde? – local onde se desenrolou o acontecimento;

Por quê? – a razão, motivo do fato;

Por isso: - a conseqüência dos fatos.

No texto narrativo, o fato é o ponto central da ação, sendo o verbo o elemento principal. É importante só uma ação centralizadora para envolver as personagens.

Deve haver um centro de conflito, um núcleo do enredo.

A seguir um exemplo de texto narrativo:

Toda a gente tinha achado estranha a maneira como o Capitão Rodrigo Camborá entrara na vida de Santa Fé. Um dia chegou a cavalo, vindo ninguém sabia de onde, com o chapéu de barbicacho puxado para a nuca, a bela cabeça de macho altivamente erguida e aquele seu olhar de gavião que irritava e ao mesmo tempo fascinava as pessoas. Devia andar lá pelo meio da casa dos trinta, montava num alazão, trazia bombachas claras, botas com chilenas de prata e o busto musculoso apertado num dólmã militar azul, com gola vermelha e botões de metal.

(Um certo capitão Rodrigo – Érico Veríssimo)

A relação verbal emissor – receptor efetiva-se por intermédio do que chamamos  discurso. A narrativa se vale de tal recurso, efetivando o ponto de vista ou foco narrativo.

Quando o narrador participa dos acontecimentos diz-se que é narrador-personagem. Isto constitui o foco narrativo da 1ª pessoa.

Exemplo:

Parei para conversar com o meu compadre que há muito não falava. Eu notei uma tristeza no seu olhar e perguntei:

- Compadre por que tanta tristeza?

Ele me respondeu:

- Compadre minha senhora morreu há pouco tempo. Por isso, estou tão triste.

Há tanto tempo sem nos falarmos e justamente num momento tão triste nos encontramos. Terá sido o destino?

Já o narrador-observador é aquele que serve de intermediário entre o fato e o leitor. É o foco narrativo de 3ª pessoa.

Exemplo:

O jogo estava empatado e os torcedores pulavam e torciam sem parar. Os minutos finais eram decisivos, ambos precisavam da vitória, quando de repente o juiz apitou uma penalidade máxima.

O técnico chamou Neco para bater o pênalti, já que ele era considerado o melhor batedor do time.

Neco dirigiu-se até a marca do pênalti e bateu com grande perfeição. O goleiro não teve chance. O estádio quase veio abaixo de tanta alegria da torcida.

Aos quarenta e sete minutos do segundo tempo o juiz finalmente apontou para o centro do campo e encerrou a partida.

FORMAS DE DISCURSO


Discurso direto;

Discurso indireto;

Discurso indireto livre.

DISCURSO DIRETO


É aquele que reproduz exatamente o que escutou ou leu de outra pessoa.

Podemos enumerar algumas características do discurso direto:

- Emprego de verbos do tipo: afirmar, negar, perguntar, responder, entre outros;

- Usam-se os seguintes sinais de pontuação: dois-pontos, travessão e vírgula.

Exemplo:

O juiz disse:

- O réu é inocente.

DISCURSO INDIRETO


É aquele reproduzido pelo narrador com suas próprias palavras, aquilo que escutou ou leu de outra pessoa.

No discurso indireto eliminamos os sinais de pontuação e usamos conjunções: que, se, como, etc.

Exemplo:

O juiz disse que o réu era inocente.

DISCURSO INDIRETO LIVRE


É aquele em que o narrador reconstitui o que ouviu ou leu por conta própria, servindo-se de orações absolutas ou coordenadas sindéticas e assindéticas.

Exemplo:

Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano franziu a testa, achando a frase extravagante. Aves matarem bois e cavalos, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que ela estivesse tresvariando”. (Graciliano Ramos).

Período Composto

PERÍODO COMPOSTO


As orações podem ser constituídas da seguinte forma:

Períodos simples » são aqueles formados por uma só oração.

Exemplo:

O mar estava calmo. (Aparece apenas um verbo: estava. Logo, período simples).

Períodos compostos » são aqueles formados por duas ou mais orações.

Exemplo:

A sessão começou calma e terminou agitada. (Aparecem dois verbos: começou e terminou. Logo, período composto).

O período composto pode ser classificado em:

Coordenação;
Subordinação.

Nesse primeiro tutorial falaremos sobre Período Composto por Subordinação, cujo período é formado por uma oração principal e uma oração subordinada.

As orações subordinadas podem ser:

- oração subordinada substantiva;
- oração subordinada adjetiva;
- oração subordinada adverbial.

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS


Como o próprio nome diz, são orações que exercem as funções sintáticas dos substantivos. Vejamos como são classificadas e quais as funções exercidas:

CLASSIFICAÇÃO DA ORAÇÃO FUNÇÃO EXERCIDA
Subjetiva Sujeito da oração principal
Objetiva direta Objeto direto do verbo da oração principal
Objetiva indireta Objeto indireto do verbo da oração principal.
Predicativa Predicativo do sujeito da oração principal.
Completiva nominal Complemento nominal de um termo da oração principal.
Apositiva Aposto de um termo da oração principal.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA


Exerce a função de sujeito da oração principal.

Exemplos:

É necessário que você estude o projeto.

Foi decidido que o veículo fará uma revisão completa.

Sabendo que a oração subordinada substantiva subjetiva funciona como sujeito, não poderá haver sujeito dentro da oração principal.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA


Funciona como objeto direto do verbo da oração principal.

Exemplos:

Os estudos mostram que muitos jovens são viciados em álcool.

O gerente explicou que metas foram alcançadas.

ORAÇÃO SUBORDINADA OBJETIVA INDIRETA


Funciona como objeto indireto do verbo da oração principal. Assim como o objeto indireto, a oração subordinada objetiva indireta é iniciada por uma preposição.

Exemplos:

A empresa necessitava de que a mercadoria fosse entregue.

Os trabalhadores aspiram a que respeitem seus direitos trabalhistas.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA COMPLETIVA NOMINAL


Funciona como complemento nominal de um substantivo, adjetivo ou advérbio da oração principal.

Exemplos:

Roberto estava convicto de que Elis voltaria.

A estudante estava esperançosa de que a prova sobre o sistema biológico fosse fácil.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA PREDICATIVA


Exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal.

Exemplos:

Nossa esperança é que as nações busquem a paz.

Nossa preocupação era que Roberto permanecesse doente.

ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA APOSITIVA


Funciona como aposto da oração principal, ou seja, funciona como uma explicação de uma palavra da oração principal.

Exemplos:

A esperança dos países pobre é uma: que a distribuição de renda seja mais justa.

Só lhe peço isso: que me obedeça.

A seguir veremos alguns exercícios resolvidos.

Nas frases abaixo o termo destacado tem sua função sintática indicada entre parênteses. Vamos substituí-lo por uma oração subordinada substantiva equivalente.

a) É aconselhável a sua permanência na sala. (sujeito)

É aconselhável que você permaneça na sala.
                            Oração subordinada substantiva subjetiva

b) Só esperávamos uma coisa: a chegada do aniversariante. (aposto)

Só esperávamos uma coisa: que chegasse o aniversariante.
                                                    Oração subordinada substantiva apositiva

c) Divulgou-se a demissão do ministro.

Divulgou-se que o ministro foi demitido.
                          Oração subordinada substantiva subjetiva

ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA


São orações que têm o valor e a função do adjetivo. Sempre se referem a um substantivo ou pronome da oração principal. São sempre iniciadas por pronomes relativos (que, quem, qual, quanto, onde, cujo).

Exemplos:

O computador japonês causou boas impressões.
                                    Adjetivo

O computador que é japonês causou boas impressões.
                           Oração subordinada adjetiva

É um trabalho emocionante.
                                     Adjetivo

É um trabalho que emociona.
                          Oração subordinada adjetiva

CLASSIFICAÇÃO DA ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA


Dependendo do sentido que as orações subordinadas adjetivas têm no texto, elas podem ser classificadas como:

RESTRITIVAS
EXPLICATIVAS

ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA RESTRITIVA


São aquelas que restringem o sentido do substantivo ou pronome a que se referem.

Exemplos:

Os políticos que são honestos merecem nosso respeito.
                    Oração subordinada adjetiva restritiva

De acordo com a oração não são todos os políticos que merecem respeito, mas apenas um conjunto restrito, ou seja, aqueles que são honestos.

Ele implantou o sistema que nós desenvolvemos.
                                       Oração subordinada adjetiva restritiva

A oração que nós desenvolvemos restringe o significado da palavra sistema. Ele não implantou um sistema qualquer e sim um sistema específico, ou seja, o que nós desenvolvemos.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA EXPLICATIVA


São orações que servem para esclarecer melhor o sentido do termo a que se refere, explicando detalhadamente sua característica principal.

Exemplos:

O problema, que era de fácil resolução, deixou os alunos apreensivos.
                          Oração subordinada adjetiva explicativa      

O aluno, que era irresponsável, vivia faltando às aulas.
       Oração subordinada adjetiva explicativa

Veremos alguns exercícios resolvidos sobre oração subordinada adjetiva.

Transformar o adjetivo destacado em oração subordinada adjetiva:

a) Eles escreviam cartas emocionantes.

Eles escreviam cartas que emocionavam.

b) Os avós tinham atitudes agradáveis.

Os avós tinham atitudes que agradavam.


PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO


ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS


As orações subordinadas adverbiais exercem a função sintática de adjunto adverbial da oração principal.

Exemplo:

Eles chegaram quando amanhecia.
                   oração subordinada adverbial temporal

O fazendeiro vendeu as cabeças de gado porque precisava de dinheiro.
                                                                                      oração subordinada adverbial causal   

Observações:

Em sua forma desenvolvida as orações subordinadas adverbiais são introduzidas por conjunções e locuções conjuntivas adverbiais.

Quando reduzidas, não apresentam conjunções ou locuções conjuntivas. O verbo aparece no infinitivo, gerúndio ou particípio.

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS


As orações subordinadas adverbiais são classificadas em função do sentido exposto pela oração. São elas:

TEMPORAL
CAUSAL
CONDICIONAL
PROPORCIONAL
FINAL
CONSECUTIVA
CONFORMATIVA
CONCESSIVA
COMPARATIVA

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL TEMPORAL


Expressa idéia de tempo, ou seja, o momento em que acontece ou começa a acontecer o fato da oração principal.

Iniciam-se por: quando, antes que, logo que, assim que, desde que, sempre que.

Exemplos:
Escreva-me sempre que você sentir saudades.
As pessoas começaram a acenar logo que a cantora apareceu na janela.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CAUSAL


Expressa a causa do fato originado na oração principal. São iniciadas por: porque, já que, uma vez que, visto que, como.

Exemplos:
Porque era verão, a praia estava lotada.
Uma vez que tinha compromisso importante não aceitou o convite.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONDICIONAL


Impõe uma condição para que o fato contido na oração principal ocorra. Inicia-se por: se, caso, desde que, a não ser que, uma vez que, contato que.

Exemplos:
Você perderá o emprego caso chegue atrasado.
Aceitarei o cargo desde que a promessa seja cumprida.
O plano dará certo, contanto que a inflação continue sob controle.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL PROPORCIONAL


Expressa uma relação de proporcionalidade entre o fato da oração principal e da oração subordinada. Inicia-se por: à proporção que, à medida que, quanto mais, ao passo que.

Exemplos:
À medida que a gasolina aumenta vários preços também aumentam.
Quanto mais prometem os políticos, menos acredito neles.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL FINAL


Expressa a finalidade do fato contido na oração principal. Inicia-se por: a fim de que, para que.

Exemplos:
Fizemos à reunião para que todos entendessem o projeto.
Os desabrigados foram enviados aos ginásios escolares a fim de que ficassem protegidos do temporal.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONSECUTIVA


Expressa o resultado do fato relatado pela oração principal. Inicia-se pela conjunção que (precedida de tão, tal, tanto, tamanho).

Exemplos:
Estudou tanto para o vestibular que passou em primeiro lugar.
O professor foi tão aplaudido que ficou emocionado.
Jesus é tão importante que não podemos viver sem a presença Dele.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONFORMATIVA


Expressa idéia de conformidade com o fato relatado na oração principal. Inicia-se por: conforme, como, consoante, segundo.

Exemplos:
O juiz agiu conforme determina a lei.
Os computadores precisam de bons antivírus, segundo dizem os especialistas em segurança.
As cortinas foram abertas como nos instruíram.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONCESSIVA


Expressa uma idéia contrária ao fato contido na oração principal. Inicia por: embora, ainda que, mesmo que, se bem que, por mais que, por menos que.

Exemplos:
Por mais que eu estudasse não conseguia entender o problema.
Acredito nas leis, ainda que não sejam respeitadas.

ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL COMPARATIVA


Expressa uma comparação entre o fato expresso pela oração subordinada e o expresso pela principal. Inicia-se por: como, assim como, mais... do que, menos... do que, tão... como, tanto... quanto.

o goleiro era tão rápido quanto o piscar de olhos.

O Brasil tem mais impostos do que serviços públicos decentes.

O problema do computador era menos crítico do que pensavam os especialistas.

A seguir alguns exercícios resolvidos.

1 - (Univ. Fed. Santa Maria-RS) - Leia, com atenção, os períodos abaixo:

I - Caso haja justiça social, haverá paz.

II - Embora a televisão ofereça imagens concretas, ela não fornece uma reprodução fiel da realidade.

III - como todas aquelas pessoas estavam concentradas, não se escutou um único ruído.

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, as circunstâncias indicadas pelas orações destacadas.

a) tempo, concessão, comparação
b) tempo, causa, concessão
c) condição, conseqüência, comparação
d) condição, concessão, causa
e) concessão, causa, conformidade

Resposta: D

A oração I expressa uma condição para que haja paz: justiça social.
A oração subordinada no item II expressa uma idéia contrária ao fato exposto pela oração principal. A televisão oferece imagens concretas, mas não reproduz fielmente a realidade.
A oração III expressa a causa para não se escutar um único ruído: a concentração de todas aquelas pessoas.

A conjunção como estabelece diferentes relações de sentido entre a oração principal e a subordinada adverbial. Assinale a relação estabelecida.

Como havia chovido na véspera, os caminhões não conseguiram chegar à fazenda.

a) causa
b) conformidade
c) comparação

RESPOSTA: A

A causa para os caminhões não chegarem à fazenda foi a chuva.

Tudo aconteceu como eles haviam previsto.

a) causa
b) conformidade
c) comparação

RESPOSTA: B

O fato realizou-se de acordo, conforme eles haviam previsto.

O que vimos nesse último exercício, a conjunção como adquirindo vários significados, chama-se polissemia conjuntiva.

A conjunção como pode introduzir as seguintes orações:

causal - pode ser substituída pela conjunção porque;
comparativa - equivale a do mesmo modo que;
conformativa - equivale a de acordo com.




PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO


O período composto por coordenação é constituído por orações coordenadas.
Chamamos oração coordenada por não exercer nenhuma função sintática em outra oração, daí ser chamada também oração independente.

Exemplo:

Você trouxe o bolo, mas eu não o comi.
            Verbo                                                 verbo

O pedreiro chegou e começou o serviço.

As orações coordenadas podem ou não conter a presença de conjunções. Dependendo desta condição podemos classificar as orações coordenadas como:

ASSINDÉTICAS


Chamamos orações coordenadas assindéticas aquelas que não possuem conjunção.

SINDÉTICAS


As orações coordenadas sindéticas são aquelas que possuem conjunção.

ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICAS


Coordenam-se umas às outras sem a presença de conectivo, conjunção.

Exemplo:
Amanheceu, acordei, admirei os primeiros raios solares.
O computador era potente, tinha velocidade, não possuía proteção.

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS


Coordenam-se umas às outras por meio de conectivo, conjunção.

Exemplo:
Olhei e comprei o presente.
Correu demais, por isso caiu.

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS


As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com as conjunções que as unem. Podem ser:

ADITIVAS
ADVERSATIVAS
ALTERNATIVAS
EXPLICATIVAS
CONCLUSIVAS

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ADITIVAS


Expressam idéia de soma, adição. Conjunções: e, nem (e não), mas também, como também.

Exemplo:
Ele não só conhecia a cidade, mas também os melhores pontos turísticos.
Não só estudava como também ensinava.
Telefonou e comunicou sua decisão ao chefe.

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ADVERSATIVAS


Expressam idéias contrárias à outra oração. Conjunções: mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto.

Exemplo:
A população fez várias passeatas, mas não conseguiu bons resultados.
Viajou para Londres, contudo não esquecia Recife.
O problema era facilmente resolvido, entretanto poucos conseguiram resolvê-lo.

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS ALTERNATIVAS


Expressam idéia de exclusão, alternância. Conjunções: ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer.

Ora estudava matemática, ora estudava português.
Procure chegar cedo ou não conseguirá a vaga.

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS EXPLICATIVAS


Expressa uma justificativa, explicação, contida na outra oração coordenada. Conjunções: pois (anteposta ao verbo), porque, que visto que.

Exemplo:
Recife está intransitável, pois é repleta de buracos em suas ruas.
Não vou sair à noite, porque vou fazer uma prova importante amanhã.

ORAÇÕES COORDENADAS SINDÉTICAS CONCLUSIVAS


Expressa uma idéia de conclusão do fato contido na oração anterior. Conjunções: logo, portanto, pois (colocada após o verbo), assim, por isso.

Exemplos:
Conseguimos bater a meta, portanto podemos comemorar o nosso sucesso.
Acreditamos na igualdade entre os povos; por isso devemos lutar por uma distribuição de renda melhor.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


1. Relacione as orações coordenadas por meio de conjunções:

a) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
b) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
c) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.

Respostas:

Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Quero desculpar-me, mais consigo encontrá-los.

2. (PUC-SP) – Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma idéia de:

a) causa
b) explicação
c) conclusão
d) proporção
e) comparação

Resposta: E

A conjunção como exercer a função comparativa. Os amplos bocejos ouvidos são comparados à força do marulhar das ondas.

POLISSEMIA CONJUNTIVA E A ORAÇÃO COORDENADA


Conjunção pois: pode caracterizar as seguintes orações:

CONCLUSIVA » não inicia a oração, aparece entre vírgulas ou separada da oração por uma vírgula.

Exemplo:

Henrique está louco; devemos, pois, interditá-lo.

EXPLICATIVA » inicia a oração e pode ser substituída pelas conjunções explicativas porque e que.

A conjunção e pode assumir valor adversativo.

Exemplo:
Convidei vários amigos e nenhum veio ao jantar.
(Convidei vários amigos mas nenhum veio ao jantar).

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS


3. (FUVEST – SP) – “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração sublinhada pode indicar uma idéia de:

a) concessão
b) oposição
c) condição
d) lugar
e) conseqüência

Resposta: C

A condição necessária para procurar emprego é entrar na faculdade.

4. (Univ. Fed. Santa Maria – RS) – Assinale a seqüência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.

1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.

a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
b) por isso, porque, mas, portanto, que
c) logo, porém, pois, porque, mas
d) porém, pois, logo, todavia, porque
e) entretanto, que, porque, pois, portanto

Resposta: B

Por isso – conjunção conclusiva.
Porque – conjunção explicativa.
Mas – conjunção adversativa.
Portanto – conjunção conclusiva.
Que – conjunção explicativa.

5. Reúna as três orações em um período composto por coordenação, usando conjunções adequadas.

Os dias já eram quentes.
A água do mar ainda estava fria.
As praias permaneciam desertas.

Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava fria, por isso as praias permaneciam desertas.






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