Vir ou vim

O certo é vir ou vim?


Bom, "vim" é o passado do verbo vir. É o pretérito perfeito do indicativo da primeira pessoa do singular. Você diz: "Eu vim aqui no ano passado, mas a vaca não estava."

Quando há uma locução verbal, o último verbo deve ficar sempre no infinitivo: "Eu vou dar banho nessa vaca hoje, sem falta!"; ou "Eu vou vir aqui amanhã e ver se a vaca está bem." Viu? O segundo verbo fica no infinitivo: "dar", "vir". Não existe o "vou vim aqui...". Irc!

No caso do futuro simples do subjuntivo (calma, a gente explica já), que normalmente vem depois das conjunções "se" e "quando", o verbo "vir" vira "vier". Aí você dirá: "Ai dessa vaca se ela não vier aqui no brejo amanhã..." ou "Quando essa vaca vier para o brejo...". Entendeu?

E você vai perguntar: e quando a gente diz "se eu vir", "quando eu vir"? Ah, aí é outra coisa. Nesse caso o vir é do verbo ver, de enxergar.

Nesse caso, você dirá algo como: "Se eu vir essa vaca novamente aqui no brejo..." (ou seja, se a vaca for vista novamente no brejo por você, só Deus sabe o que pode acontecer); e também "quando eu vir essa vaca chegando..."


Se você está em um brejo e diz "hoje a vaca deve vir para o brejo", você disse isso da maneira certa, parabéns!
Não se diz "pai, pode vim que está na mesa" (como disse, infelizmente, uma famosa propaganda na TV há alguns anos). Não se diz isso nunca, isto é um assassinato em primeiro grau à língua nacional.
Diga à vaca que ela pode vir com segurança. Ela vai agradecer!

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